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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Alto-mar

Encontro-me num barco à deriva,
em meio a uma grande tempestade,
afogando-me num mar de incertezas.
Neste mundo repleto de rápidas transformações,
busco encontrar um porto seguro,
um lugar onde me abrigar.
Há tanto o que ser dito e feito,
porém tão pouco tempo.

Beije-me! Beije-me com ternura!
Conte-me os segredos do seu coração.
Faça o meu mundo girar velozmente.

Não vamos somente sobreviver às horas,
vamos, sim, vivê-las minuto por minuto,
segundo por segundo, com amor,
com intensidade.



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