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Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do efêmero florescer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.
Fragmentado
O joelho ralado, merthiolate, um colo acolhedor
Me lembro cada vez mais do passado
E o futuro envolto em silêncio
Perguntas sem respostas
Mensagens não respondidas
Solidão, amor... desamor
Algo se perdeu:
Memórias fragmentárias
Ser disperso no tempo
Caminhos trilhados na desesperança
Amigos, sombras, resquícios
Lento emudecer
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