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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do efêmero florescer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

Iminência

Minhas mãos tremem
Sinto um suor frio
Há um perigo iminente
Corro um risco imaginário
Sofro por antecipação
Desejo ardentemente ter mais do que posso
Viver de maneira intensa
Gritar, me perder nos teus braços
Amar sem fronteiras
Frustro-me
Tantas limitações e imperfeições
Morro hoje, mas acordo vivo amanhã
Persigo e não encontro
Não desisto, ainda


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