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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Na era dos smartphones...

No deserto árido da alma, uma gota de água é oceano.
O rastejar entre pestilências transmutou-se no novo andar.
Solidão a dois, a três, a quatro…

Ah, o contentar-se com aquilo que nos é oferecido
de modo tão parco e negligente.

Fingir amar quando não se ama;
fingir não amar quando se ama;
fazer do fingimento uma carapaça.

Visualizou, mas não respondeu
— eis o novo drama de Dirceu.
Enquanto isso, Marília deleita-se
com o seu grande número de matches.

— Não, não quero conversar com você!
Você está muito perto!
Eu prefiro muito mais falar
com aqueles que estão em outro continente
ou, quiçá, em outro mundo.



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