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Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do efêmero florescer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.
Sinestesia
O sabor da tua voz
A cor do teu perfume
O som da tua pele
O cheiro dos teus olhos castanho-esverdeados
Mergulho fundo
Sinto torrentes, espasmos, trepidações por todo o corpo
A brisa reverbera uma suave melodia
O Bem-te-vi me dá as boas-vindas
Seguro firme a tua mão
E as aleias se fecham após a nossa passagem
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