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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Sobre Contracenar e Contrassensos - Se Drummond vivesse

(Poema de Samuel Rocha)

Carolina amava Maria, que amava Raimundo,
que fingia amar Teresa, que fingia não amar Pedro, que amava Beatriz,
que não amava ninguém.

Carolina foi para os Estados Unidos, Maria para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Teresa ficou para tia,
Pedro suicidou-se e Beatriz casou com Fernando,
que não tinha entrado na história.

P.S.: Fernando também não ama ninguém.



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