Um poema quase autobiográfico
Eu tenho um olhar triste,
vago, ensimesmado;
converso demais comigo mesmo,
e às vezes acho até que sou invisível.
Tenho um carinho exagerado por pessoas prediletas,
o que resulta em pouquíssimos amigos,
nenhum amor.
Vivo em um mundo com muitas idealizações,
mas estas só me fazem sofrer ainda mais.
Serenei com o tempo,
descobri lacunas na razão,
padeci em silêncio.
Escrevo versos para não transbordar,
para dizer tudo o que sinto
e não sinto.
Vento, brisa leve da manhã,
sopra sobre mim.

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