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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

De cor

Conheço bem a tua decoração,
cada fita, vestido ou penduricalho.
Conheço de cor o teu sorriso,
o jeito como me olhas,
a forma como ajeitas as madeixas.
Conheço o teu jeito de me repreender,
de mostrar que estás zangada.

Mas, por mais que tente,
só arranho a superfície do que tu és:
esfinge amorosa, flor deleitosa,
bálsamo, tormenta e orvalho.

És arte e música barroca,
luz e sombra,
harmonia e contraponto,
som e fúria.

Bem, tu és o que não sei dizer,
o que não ouso descrever,
aquilo que está para além de minha compreensão.

Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto:
júbilo e lamento de amor.



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