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De cor

Conheço bem a tua decoração, cada fita, vestido ou penduricalho. Conheço de cor o teu sorriso, o jeito como me olhas, a forma como ajeitas as madeixas. Conheço o teu jeito de me repreender, de mostrar que estás zangada. Mas, por mais que tente, só arranho a superfície do que tu és: esfinge amorosa, flor deleitosa, bálsamo, tormenta e orvalho. És arte e música barroca, luz e sombra, harmonia e contraponto, som e fúria. Bem, tu és o que não sei dizer, o que não ouso descrever, aquilo que está para além de minha compreensão. Só sei, ainda que imprecisamente, sobre o que sinto: júbilo e lamento de amor.

Nada nos dobra mais do que a ação do tempo

Tantos gritos em vão,
tanto orgulho por nada!
Construí em vida um castelo de cartas,
carreguei um fardo desnecessário,
ambicionei o que não tinha importância alguma,
angustiei-me em excesso com coisas banais...
Bem, fui o meu próprio algoz,
meu pior amigo.
Hoje, saúdo o vento,
fico grato por qualquer sorriso.
– Ah, como é bom vê-lo de novo,
sente aqui comigo!
Não nego mais as lágrimas,
e guardo com gratidão todo o amor que me é oferecido,
e quero apenas aquilo que me for possível.


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