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Imperativo

Tudo o que eu quero é me dispersar pela vastidão do tempo e do efêmero florescer; como nuvem, sem forma, estar acima, à deriva, e, embaixo, em cada gesto; despejar-me pelos telhados carcomidos, escorrer pelas sarjetas e bueiros e infiltrar o solo áspero, duro, insensível, até desaparecer.

O outro

Eu não sei quem tu és.
Acho que nunca saberei.

Eu sei que gosto de ti,
que aprecio as tuas virtudes,
que percebo os teus defeitos,
mas não posso através do que vejo e sinto
alcançar o âmago do teu ser.
Talvez nem tu possas.

Tu és, para mim, a imagem que faço de ti.
E isso me é suficiente,
não que eu fique contente com isso,
mas não posso fazer nada para mudar tal realidade.

Quero apenas a tua presença aqui,
quero que me fales sobre as tuas angústias,
sobre o que agita a tua alma,
sobre o que aquece o teu coração.

Eu estou contigo,
e tu comigo estás;
mesmo que estejamos apartados,
seguindo caminhos opostos.


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