Me aventuro em meu próprio jardim tentando todos os dias, e mais uma vez, cumprir a tarefa hercúlea e infrutífera de regar a flor da felicidade alheia. Estou sempre triste, ou alegre, pelos motivos errados. Demonstro pouco e sinto muito, mas às vezes o contrário também me acontece. Hoje, a noite está fria, e não há estrelas no céu. Ouço vozes ao meu redor, vejo vultos, gestos e símbolos, mas não consigo captar nenhum significado. Gritos silenciosos, silenciados, por toda parte; muita informação e pouco conhecimento; e, sobretudo, muito barulho para abafar tudo o que não seja alegria, sucesso e modernidade.