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Ígnea

Ígnea, era o seu nome. Nunca soube o porquê disso: não havia nela excesso, nem voz elevada, nem gestos. Cresceu no silêncio. Falava pouco, não por desdém, mas por cuidado. Diziam que era fria, quando, na verdade, era apenas alguém que se resguardava. Por fora, tudo era contido, ordenado, quase imóvel. Seu nome lhe parecia um erro, um equívoco sem graça, desses que ninguém mais corrige porque já passou tempo demais. Mas havia noites, raras, quase imperceptíveis, em que algo nela se movia. Um pensamento insistente, uma lembrança fugidia, um desejo sem forma. Nada que virasse incêndio. Apenas um brilho curto, íntimo, suficiente para lembrar que até a matéria mais quieta guarda, em segredo, o seu fogo.

Aforismos nada poéticos

“Ó sombra fútil chamada gente!”

Pensamentos dispersos

Limiar

Superação

Breve nota antes de dormir

Homo sapiens

O Fracasso da Razão

Loucuras Opostas

Sopro Vital

Terra arrasada

Dessacralização

Musa

O Peso da Liberdade

Arco-celeste

Animal desgarrado do bando

acasOcaso

Epígrafe:

Sofrimento

Conservar é preciso!

A visceralidade da Vida

Estado de arrefecimento

Sentimento do Mundo

Entropia..

Perdição

Quatro hipócritas e um bar

Dedicatória

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