Resisti por resistir, por vontade de viver um pouco mais e apenas isso. Não houve epifania, entrega, súplica ou qualquer tipo de consolo. Silêncio e medo, como companheiras, e a teimosia, claudicante, única.
Estar ali, junto com todo mundo, e nunca conseguir se misturar.
viver como um vigilante noturno ser lua onde há sol em excesso ser rua sem acesso não ter voz nem tato vagar por um eterno claustro por um labirinto infinito
Diante da luz que incendeia, respirar mais uma vez o ar da manhã.
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