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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

heterogeneidade

Estar ali, junto com todo mundo,
e nunca conseguir se misturar.

viver como um vigilante noturno
ser lua onde há sol em excesso
ser rua sem acesso
não ter voz nem tato
vagar por um eterno claustro
por um labirinto infinito

Diante da luz que incendeia,
respirar mais uma vez o ar da manhã.


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