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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

O descaso não é obra do acaso

– Estou com medo de sofrer! – digo, exasperada.
– Mas você já está sofrendo! – ouço como resposta.
– Quero deixar de me importar tanto – rebato.
– Como assim!? Você quer parar de se importar com quem não se importa com você?
– Pelo menos assim eu me sentiria um pouco melhor – respondo.
– Converse, diga para ele tudo o que lhe incomoda. Veja se ainda existe uma chance, uma saída. E, sobretudo, valorize-se! Seja importante primeiramente para si mesma.  


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