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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

A brevidade da vida

Tenho 38, mas já tive 18, logo terei 40!
Para alguns, sou velho;
para outros, muito moço ainda.
Confesso que não quero fazer filosofia,
quero fazer poesia,
quero tocar o coração das pessoas,
do maior número possível.
Terei tempo para tanto,
viverei o suficiente?
Serão tantas as questões não respondidas.
Talvez o melhor caminho seja o da sinceridade e o da simplicidade;
ser honesto consigo mesmo e com os outros,
e não complicar ainda mais as coisas.
A vida tem a ver com intensidade, com doação,
com o firme propósito de estarmos realmente presentes para as pessoas que amamos.


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