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Entre poemas e cafés

Alguns poemas não amadurecem no papel: resistem. Alguns cafés só se tornam o que são por escolha. Entre uma xícara e outra, entre o rascunho e a versão definitiva, algo repousa, decanta, perde corpo, ganha aroma — fruto do tempo acumulado, do lento devaneio e de escassas garantias. Um grão agridoce torrado e moído, um verso limado e medido, uma vida coada e revista. O manuscrito incompleto, o café já frio e algo que não se explica.

Janela da Alma

Olhe para além daquilo que os meus olhos querem dizer;
não se apegue às aparências, às convenções do cotidiano.
Olhe no fundo dos meus olhos e veja o meu coração,
sinta a minha pulsação, mas não trema ainda de ansiedade.
Olhe através deles novamente e vislumbre o brilho de minh’alma,
mergulhe na vastidão do meu ser, no meu ânimo inquieto e irresoluto.
E se você não puder fazer isso por mim, não se preocupe,
apenas me faça um favor:
“Encontre alguém cujos olhos lhe sejam o início de tudo.” 


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