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O Pomo de Ouro

Páris devia dar o seu palpite, e acabar com a contenda celestial: “Seria Hera, Atena ou Afrodite, qual teria uma beleza sem igual?” Cada deusa fez a Páris uma oferta: Hera lhe daria império e glória; Atena, a mais alta sabedoria; Afrodite, o amor da mais bela mortal. Aos encantos do poder, Páris resistiu, como também aos do conhecimento, mas o amor era um convite especial. Afrodite ganhou o pomo dourado. Por Helena, Páris foi muito amado. Porém, eu não contarei aqui o final.

Um novo tempo...

Aquilo que éramos no verão passado já não nos pertence mais; o eu de agora não é o mesmo de outrora. Eis que nos deparamos com o paradoxal mistério de sermos aquela velha pessoa de sempre, sendo que, na realidade, tal pessoa já não existe mais. Bem, me aconteceu o que acontece com todo mundo: a vida; traumas, sonhos desfeitos, separações e reencontros, idas e vindas, muitas decepções. Não é fácil acostumar-se; sentimos que há algo estranho no ar, alguma coisa fora do lugar, nada parece normal, até que, com o tempo, temos de aceitar que tudo isso acaba produzindo em nós uma nova normalidade, um novo jeito de ser no mundo. Tudo muda, nós mudamos também. A vida toma novos contornos, passamos a ver, sentir e pensar de um modo diferente, e isso não é necessariamente ruim, pois o que importa é manter um caminhar firme e decidido, continuar tentando viver da melhor maneira que pudermos; há sempre algo a ser descoberto, novos amigos a serem feitos, uma vida de possibilidades que se renova a cada passo, a nos surpreender constantemente.


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