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Ígnea

Ígnea, era o seu nome. Nunca soube o porquê disso: não havia nela excesso, nem voz elevada, nem gestos. Cresceu no silêncio. Falava pouco, não por desdém, mas por cuidado. Diziam que era fria, quando, na verdade, era apenas alguém que se resguardava. Por fora, tudo era contido, ordenado, quase imóvel. Seu nome lhe parecia um erro, um equívoco sem graça, desses que ninguém mais corrige porque já passou tempo demais. Mas havia noites, raras, quase imperceptíveis, em que algo nela se movia. Um pensamento insistente, uma lembrança fugidia, um desejo sem forma. Nada que virasse incêndio. Apenas um brilho curto, íntimo, suficiente para lembrar que até a matéria mais quieta guarda, em segredo, o seu fogo.

L'amour est un oiseau rebelle

Irracionalidade

De Natura Hominis

Eterno Retorno

Netuno e o Náufrago

Tempo

Pecado

Existencialismo

Depoimento

Despedida

Persistência

Pátria amada, Brasil!

Devaneando

Coração fecundo

Passagem

Destino

Rósea Flor

Vida, reflexo e aparência

Fobofobia (Medo de se ter medo)

Identidade

Aurea Mediocritas

Ressignificar

Chão

Cosmos

Do fim quimérico das ortodoxias

Fragmentos

Contemporaneidade

Omnia Vincit Amor

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