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Pedestal

Forjada no olhar, do querer impaciente: estátua de mármore, fria, dura, gente. Moldada pra durar, pra caber no sonho, no desejo de alguém. Sem nome, sem lugar, apenas serva das vontades. Um riacho sereno, flores ao redor de tanta incompreensão, do férreo escrutínio alheio. E o tempo, imperioso, faz da matéria inerte corpo consciente, e da água contida, vida sem corrente. Não há mais represas ou moldes, altares, pedestais ou roteiros. Só o mover-se, contínuo, livre, sem medo.

Sem nome

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Liturgia dos Imperfeitos

Foto instantânea

Apatia

Um dia

Cotidiano

Disparate

Ouroboros

O Fim do Mundo

Pequenas Grandes Metas

Randomicidade

Compondo versos

A Estrada da Desolação

Janeiro

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